9.
Primeira narrativa.
Faltava uma explicação e muitas respostas - Quantos dias? Quantos nomes? Quantos lugares? ... – na casa vazia. Havia dia em que as cores das paredes faziam sentido, então permaneciam, embora no fundo não fizessem sentido algum. Quando não faziam sentido (para ela), ela usava o pincel amarelo – cujo número/modelo/marca/etc. desconheço – de tamanho médio para modificar a vida no quarto, com toda a calma de quem consegue controlar o desespero. “Não me falem em sorte, desde o início havia a probabilidade...”. O motivo da construção/criação era a desconstrução/destruição, com 50% de chance de resultado positivo.
Recortar livros, retirar inspiração, unir frases e colá-las em folhas A 4 recicladas. O tempo retrátil, calendários sem lógica. Nada deve ser vivido em sobriedade, nem mesmo os barulhos, os ruídos, chiados, miados. A divisão da vida em etapas renegada – e consequentemente modificada através de subtrações, adições e multiplicações. Ana Paula estava na etapa eufórica, racionalmente desvairada.

PUTA QUE PARIU SEU ESCROTO ISSO TA BONITO DEMAIS. PARECE ATÉ QUE VC ESTUDOU PRA ESCREVER ISSO, SEU IMBECIL.
ResponderExcluira marca do pincel é da tigre, se nao me engano. é o mais baratinho de todos. depois te mostro os meus, sao lindos, todos destruídos.