terça-feira, 27 de abril de 2010

05.

9.
Primeira narrativa.





Faltava uma explicação e muitas respostas - Quantos dias? Quantos nomes? Quantos lugares? ... – na casa vazia. Havia dia em que as cores das paredes faziam sentido, então permaneciam, embora no fundo não fizessem sentido algum. Quando não faziam sentido (para ela), ela usava o pincel amarelo – cujo número/modelo/marca/etc. desconheço – de tamanho médio para modificar a vida no quarto, com toda a calma de quem consegue controlar o desespero. “Não me falem em sorte, desde o início havia a probabilidade...”. O motivo da construção/criação era a desconstrução/destruição, com 50% de chance de resultado positivo.
Recortar livros, retirar inspiração, unir frases e colá-las em folhas A4 recicladas. O tempo retrátil, calendários sem lógica. Nada deve ser vivido em sobriedade, nem mesmo os barulhos, os ruídos, chiados, miados. A divisão da vida em etapas renegada – e consequentemente modificada através de subtrações, adições e multiplicações. Ana Paula estava na etapa eufórica, racionalmente desvairada.

Um comentário:

  1. PUTA QUE PARIU SEU ESCROTO ISSO TA BONITO DEMAIS. PARECE ATÉ QUE VC ESTUDOU PRA ESCREVER ISSO, SEU IMBECIL.
    a marca do pincel é da tigre, se nao me engano. é o mais baratinho de todos. depois te mostro os meus, sao lindos, todos destruídos.

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VOYEUR

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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