sábado, 24 de abril de 2010

03.

7.
Edgar.
Pintora. Um metro e setenta de altura? “Ana, você precisa ser mais amável”. Eu me pergunto, mas não sei o motivo de não ter apaixonado a artista. Ana, você é um sonho / do qual não quero despertar / Meu amor por você é tamanho / bem maior que o céu e o mar. Eu fazia poemas para ela, dava flores, chocolates, ursos de pelúcia – uma vez ela me disse “obrigada” -, nada a comovia, sempre com o olhar forte, penso que exclusivo das pintoras. Ela me ensinava que o problema do romance contemporâneo não está na história, mas na narração; com o advento do cinema fazem-se desnecessários os romances cervantescos (crio um novo adjetivo). Nunca passei de escritor medíocre que narra lindas histórias de amor, todas com Ana Paula. Ela me mostrou o fantástico, afogou-me em uma lagoa, tive sorte por ter naquele dia a companhia de um amigo médico – havia apenas dito a ela, “Ana, quero ter um filho com você”. Na minha obra, preciso encontrar o sincronismo e o sinfronismo; na minha vida, preciso encontrar o amor de Ana Paula.

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VOYEUR

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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