Edgar.
Você é uma mentira. Dei-lhe mais quinze minutos, porém você não estava lá depois de transcorrido o prazo. Embora fosse meio de tarde – ainda –, eu tinha certeza de que não chegaria a tempo, foi quando descobri o que você é: uma mentira.
12.
Luísa.
Ana, toquei o interfone do seu apartamento na sexta, no sábado e no domingo, porém você não atendeu nenhuma das vezes! Também não atendeu meus telefonemas... Eu fiz alguma coisa?
13.
Edgar.
Talvez seja necessário o sumiço, o desaparecimento, por isso não lhe procurarei mais. As coisas que fazemos – os erros! – nos doem tanto que nos escondemos do mundo – um mundo limitado a poucas pessoas, no caso. Ana Paula, você tem um nome bonito, os olhos... Espero que pinte um quadro do seu desaparecimento e depois o jogue fora, assim como fez comigo.

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