quinta-feira, 6 de maio de 2010

07.

11.
Edgar.
Você é uma mentira. Dei-lhe mais quinze minutos, porém você não estava lá depois de transcorrido o prazo. Embora fosse meio de tarde – ainda –, eu tinha certeza de que não chegaria a tempo, foi quando descobri o que você é: uma mentira.


12.
Luísa.
Ana, toquei o interfone do seu apartamento na sexta, no sábado e no domingo, porém você não atendeu nenhuma das vezes! Também não atendeu meus telefonemas... Eu fiz alguma coisa?

13.
Edgar.


Talvez seja necessário o sumiço, o desaparecimento, por isso não lhe procurarei mais. As coisas que fazemos – os erros! – nos doem tanto que nos escondemos do mundo – um mundo limitado a poucas pessoas, no caso. Ana Paula, você tem um nome bonito, os olhos... Espero que pinte um quadro do seu desaparecimento e depois o jogue fora, assim como fez comigo.


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VOYEUR

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Bacharel em direito pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) - MG. "Um sujeito preguiçoso e frio, algo quimérico, ravoável no fundo, que malandramente construiu para si próprio uma felicidade medíocre e sólida feita de inércia e que ele justifica de quando em vez mediante reflexões elevadas. Não é isso que sou?" A Idade da Razão - Jean-Paul Sartre.

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